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10/12/2014 - Com chuvas, motoristas reclamam das condições da MT-130 e MT-020
Produtores vão voltar a acionar o Ministério Público para providências.
Secretaria de Transporte diz que melhorias na MT-130 será em 2015.

Quem trafega pelas rodovias MT-130, que liga Primavera do Leste a Paranatinga, e MT-020, que liga Paranatinga a Canarana e dá acesso também a Gaúcha do Norte, têm reclamado das dificuldades que os buracos e as pontes de madeira trazem ao trajeto. Os trechos são importantes corredores para escoar parte da produção agrícola de Mato Grosso.

No trecho da MT-130 que corta o sul do estado, são 143 quilômetros de Primavera a Paranatinga, e a época de chuvas piora as condições da estrada. Uma placa informa que o investimento para restauração é de R$ 1.222.821,48. Melhorias que os motoristas que por passam por ali dizem nunca ter chegado. "Isso aqui já tem dois, três anos que está assim. Falam 'Ah não, mais pra frente' e nada", comenta o motorista Fabiano Menin.

Em outro ponto da rodovia, o motorista Odair José Correia, não conseguia dar ritmo à sua viagem por causa das condições da pista. Ele transportava uma máquina agrícola de Primavera do Leste até uma fazenda que fica a 150 km a frente de Paranatinga. "Levava duas horas para fazer esse trajeto, já faz quase cinco horas que estou fazendo", conta.

Os produtores rurais da região também sofrem com a situação da estrada. Há 18 anos, Antônio Carlos Ribeiro mantém uma granja às margens da MT-130 onde cria 4 mil galinhas para a produção de ovos. Nessa época do ano, está com dificuldade para entregar a mercadoria em Paranatinga e outros cinco municípios vizinhos. "Eu só de pneus e peças nos meus carros gastei mais de 5 mil reais neste ano por causa das estradas. Tem que dar a volta longe, dar 330 km de volta por Barra do Garças porque não consegue passar", afirma o produtor.

A proprietária de uma transportadora de grãos e calcário também reclama dos prejuízos com os cerca de 40 caminhões que constantemente rodam pela MT-130 para descarregar em Primavera do Leste e no terminal rodoferroviário de Rondonópolis. Segundo ela, o prejuízo no fim do mês chega a R$ 600 mil.

"Nós calculamos um custo em torno de 15 mil reais por caminhão que se perde com isso. Multiplicando pela quantidade, temos aí um custo absurdo que deveria estar sendo investido em novos caminhões e na própria qualidade de vida dos motoristas", afirma.

Além das condições ruins da MT-130, outra estrada usada para escoar produções é a MT-020. Por lá, o asfalto ainda não chegou. O motorista Derli Loe Kamphorst já atolou o caminhão na lama em um carregamento até Gaúcha do Norte e, nesses casos, tem que esperar socorro de outras pessoas ou o guincho.

Por causa das reclamações constantes, o presidente do Sindicato Rural de Paranatinga, Thomas Paschoal Alves Correia, e representantes de outros segmentos criaram a comissão Pró-logística das duas MTs. As pontes de madeira da MT-020 são outro problema e, cansados de esperar, os moradores decidiram agir por conta própria, recuperando três pontes.

Porém, sobre a MT-130, somente resta esperar. "O Ministério Público já tinha entrado com uma ação antiga onde o estado se obrigava a ter que urgente fazer essa recuperação, se não ia pagar uma multa de 20 mil reais por dia. E não se fez o que era cumprido, ele contestou e não se fez o cumprido porque está lá o estado em que está aquela rodovia e agora nós voltamos a acionar o Ministério Público para que o estado tome uma providência", conta o presidente.

A Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana (Septu) informou que está com uma operação tapa buracos e também de restauração da MT 130. Quanto à MT 020, ressaltou que já há um trecho pavimentado e sobre as pontes, disse que as de madeira vão ser trocadas por outras de concreto. Mas isso só no ano que vem.
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