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02/02/2015 - Trecho Leste do Rodoanel só ficará pronto em maio
A totalidade do Trecho Leste do Rodoanel deverá ficar pronta apenas em maio, dez meses depois da inauguração da primeira parte da obra, entre o entroncamento com o setor Sul, em Mauá, e a Rodovia Ayrton Senna, em Itaquaquecetuba. Resta ser concluído segmento de apenas cinco quilômetros até a Via Dutra, em Arujá. Por conta dos atrasos, a concessionária SPMar, responsável pela construção, já foi notificada a pagar multas de quase R$ 60 milhões.

A informação de que a inauguração total ocorrerá em maio foi fornecida nesta semana pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante evento em Suzano. No início do mês. a SPMar disse ao Diário que a obra seria finalizada em março. Esse é o terceiro atraso na data de entrega do trecho complementar. A primeira parte do empreendimento foi liberada para o tráfego em julho, quando o cronograma original previa março como prazo final para a abertura dos 43,5 quilômetros da via - e não apenas de 38, como foi feito.

"De acordo com o andamento das obras , a previsão é que a concessionária SPMar finalize a segunda etapa do Trecho Leste até maio", confirmou a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), em nota. O órgão já aplicou notificações no valor de quase R$ 60 milhões à empresa, quantia que aumentará após a inauguração total, já que a punição é definida com base nos dias de atraso. As multas ainda não foram pagas, pois está correndo prazo para recursos.

A SPMar considera que não se trata de atrasos, e sim "reprogramações do cronograma de obras", ocasionadas por "eventos que vão além da ação da concessionária". Entre eles, cita dificuldades burocráticas, como demora para obtenção de licenças. A empresa diz que "as aprovações dos projetos do entroncamento com a Rodovia Presidente Dutra só ocorreram em outubro, 15 meses após o previsto". Outro problema apontado é o acréscimo de obras que não estariam previstas no edital, como interferências não cadastradas, aumento em mais de 60% do volume de terraplanagem, diferença de profundidade dos solos em áreas alagadas e várzea e variações geológicas".

Questionado sobre as alegações da concessionária, Alckmin demonstrou que as explicações não são plausíveis. "Claro que ela vai sempre procurar se justificar", comentou.

Segundo a SPMar, o primeiro trecho, entre a Avenida Papa João XXIII, em Mauá, e a Rodovia Ayrton Senna, foi feito em pouco mais de 34 meses, média de 1,1 quilômetro por mês. "Isso representa quase o dobro da média dos outros trechos do Rodoanel - Sul e Oeste -, que se aproximaram de 600 metros/mês", acrescenta. Pelo segmento, passam diariamente cerca de 15 mil veículos.

O investimento aplicado pela concessionária foi de R$ 3,2 bilhões, além de R$ 389 milhões referentes à outorga, valor pago na assinatura do contrato. A SPMar diz ser a "principal interessada em finalizar a construção da rodovia o quanto antes". Isso porque, antes da conclusão, os pedágios não podem ser cobrados.

Alça de acesso na divisa de Ribeirão não tem data para ser construída
Prometida para ser entregue em julho, a alça de acesso ao Trecho Leste do Rodoanel na divisa entre Ribeirão Pires e Suzano não tem data para começar a ser construída. Segundo a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), a obra não está prevista no contrato de concessão com a SPMar para construção e operação da via, "por isso, há todo um trâmite administrativo, jurídico e técnico a ser cumprido".

A agência reguladora informa que a empresa já entregou o projeto básico para a construção do trevo, próximo à Estrada dos Fernandes. "Esse material foi alvo de análise dos técnicos da Artesp, que agora solicitou à concessionária o projeto executivo - onde há descrição detalhada de como será realizado o empreendimento, com informações como método construtivo, tipo de fundação e estimativa de custos, por exemplo".

De acordo com a Artesp, o prazo dado pela concessionária para envio dos projetos é até o fim de março.

Em julho, quando a primeira parte do Rodoanel Leste foi inaugurada, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que a estimativa era que a obra custasse aproximadamente R$ 132 milhões. Na ocasião, o chefe do Palácio dos Bandeirantes afirmou que o empreendimento beneficiaria moradores e empresas de regiões como o Alto Tietê e o Grande ABC.
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