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09/02/2015 - Nova regra do Finame beneficia caminhões
A Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, vê com bons olhos as mudanças realizadas nas condições do Finame PSI, informadas na circular que o BNDES divulgou na quarta-feira, 4. Segundo Marco Antonio Saltini, vice-presidente da associação, a criação das condições alternativas deve melhorar a disposição do cliente para tomar crédito, já que a linha oferece agora maior previsibilidade do valor das prestações. "Com taxa fixa de mercado, o cliente pode contratar a opção de financiamento sabendo exatamente quanto vai pagar nas parcelas", comemorou o executivo.

Lançada no começo de 2015, o novo Finame PSI permitia o financiamento de até 70% do bem com juros que iam de 9,5% a 10% ao ano, dependendo do porte da empresa que toma o crédito. O valor restante, não coberto inicialmente pela linha subsidiada do BNDES, poderia ser dado pelo cliente como entrada ou financiado a uma taxa variável, indexada pela Selic. Dessa forma o valor das prestações sofreria alterações a cada mês, acompanhando os juros básicos da economia.

A partir de agora, o valor que era financiado a uma taxa variável poderá receber crédito do BNDES com juros fixados em 15,74% a.a. Apesar de inicialmente parecer cara, a condição garante estabilidade no valor das parcelas do financiamento, tornando a linha mais interessante para o cliente. Saltini acredita que isso pode estimular as vendas de caminhões. "Essa nova condição do BNDES permite ao cliente visualizar quanto vai pagar em cada parcela e no total", explica Saltini.

Resultados

O mês de janeiro representou aumento de 128% na produção de caminhões em comparação a dezembro de 2014, subindo de 3,7 mil para 8,4 mil. A alta aconteceu sobre base de comparação fraca, já que a maior parte das empresas interrompeu a produção e deu férias coletivas no último mês do ano passado. Sobre janeiro de 2014, quando foram feitos 13,8 mil unidades, houve queda de 38,7%.

Os licenciamentos registraram baixa de 28,8%, contabilizando 7,7 mil produtos em janeiro de 2015, ante os 10,8 mil de janeiro e 2014. Se o comparativo for do primeiro mês deste ano contra dezembro do ano passado a queda registrada é de 44%.

Segundo a Anfavea, apesar da melhora nas condições de crédito para a compra de caminhões, ainda não é possível fazer previsões para 2015, já que a conjuntura macroeconômica ainda não apresentou aquecimento. "Quando alcançarmos uma estabilidade total (dos indicadores econômicos) poderemos retomar as vendas e começar efetivamente o ano, já que em janeiro não houve uma solução", concluiu Marco Antonio Saltini.

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