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13/02/2015 - Por reajuste, transportadores de grãos aderem a paralisação em Cacoal, RO
Caminhoneiros pedem aumento do frete e diminuição no valor do combustível.
Não há previsão de encerramento da greve, que também ocorre em Vilhena.

Um grupo de transportadores autônomos de grãos de Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, aderiu, na tarde de terça-feira (10), a paralisação que já está ocorrendo em Vilhena (RO) desde a última quinta-feira (5). Os caminhoneiros também reivindicam melhorias nos valores pagos pelos fretes e a diminuição do preço cobrado no combustível. Os grevistas estão concentrados no quilômetro 230, sentido Pimenta Bueno, com faixas de protesto e caminhões estacionados no local. Não há previsão de encerramento da greve.

De acordo com um dos manifestantes, Milton Yamada, que é proprietário de caminhão e transporta grãos como soja, milho e farelo, a classe está pagando caro para poder trabalhar. "Da forma que está nós estamos ficando inviabilizados de trabalhar. Nós queremos que as transportadoras venham negociar o valor do frete e que o combustível tenha valor reduzido", comenta.

Ele conta que no trajeto entre Sapezal (MT) a Porto Velho (RO) há quatro anos o frete era de R$ 108 a tonelada, nesse período tudo subiu e o valor pago continua sendo o mesmo. "Tinham que ver nosso lado, pois nós transportamos o progresso da nação, somos nós que levamos a comida", disse Yamada.

Segundo a categoria, as transportadoras pagam cerca de R$ 3,60 por quilômetro carregado, sendo que os custos de manutenção de cada carreta chegam a R$ 4,60. Em Rondônia apenas Vilhena e Cacoal aderiram à greve.

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