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29/07/2011 - Marquise e MPX investem pesado no Estado

Empresas cearenses, como a construtora Marquise, e de outros Estados, como a MPX, movimentam negócios com a ampliação do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). A MPX, braço da área de energia do grupo do empresário Eike Batista (EBX), tem três empreendimentos em construção no Ceará - dois deles estão no porto e concentram investimentos de cerca de R$ 4 bilhões. A Marquise, responsável pela construção de um novo terminal multiuso no local, quer expandir a atuação no Sudeste como um dos grandes players da construção pesada.

"As usinas da MPX representarão um incremento de 90% na produção de energia no Ceará", diz Marcus Temke, diretor de implantação e operações. A Energia Pecém e a MPX Pecém II são usinas termelétricas a carvão mineral. A primeira, construída em parceria com a portuguesa EDP, terá capacidade de gerar 720 MW. Possui contrato de venda de 615 MW, garantindo receita fixa anual de R$ 261,3 milhões, a partir de 2012.
Já a MPX Pecém II terá capacidade de gerar 365 MW. Tem contrato de venda de 276 MW, com receita de R$ 248 milhões ao ano, a partir de 2013. Os dois empreendimentos somam investimentos de R$ 4,1 bilhões. Devem gerar 6,5 mil empregos diretos no pico das obras.

Na cidade de Tauá, a 337 quilômetros de Fortaleza, a MPX Tauá, primeira usina de energia solar em escala comercial do país interligada à rede elétrica, deve ser inaugurada em agosto. Apresenta capacidade de geração de 1 MW e projeto de ampliação para até 50 MW. "Com a potência inicial de 1 MW, será possível abastecer 1,5 mil casas", diz Temke.

O investimento na usina, de cerca de R$ 10 milhões, tem apoio de R$ 1,2 milhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Foi feita ainda uma parceria com a Universidade Estadual do Ceará (Uece) para o monitoramento dos dados de operação da planta e capacitação de universitários na área de produção de energia solar.

A ampliação do porto também é um dos mais importantes projetos da Marquise, segundo a gestora do grupo, Carla Pontes. "O nosso maior desafio foi executar uma obra que consumiu cerca de 1,5 milhão de m3 de rocha e 40 mil m3 de concreto, com o terminal em pleno funcionamento", lembra Carla.

Formado por dez empresas, o grupo Marquise existe há 36 anos e está presente em 11 Estados, principalmente nas áreas de incorporação imobiliária e serviços ambientais. Com 5 mil colaboradores, faturou R$ 608 milhões em 2010. O mercado de engenharia de infraestrutura é hoje o principal foco de negócios da holding - a expectativa é que o segmento responda por metade do faturamento total, em até três anos.

A obra do Pecém integra o plano do grupo de elevar para R$ 1 bilhão o faturamento anual até 2014 e expandir a atuação no Sudeste. Além do novo terminal, a empresa ganhou licitações para executar a reforma e ampliação do Aeroporto de Confins, em Minas Gerais, e a construção de um rodoanel no Maranhão, além do shopping Parangaba, em Fortaleza, que deve entrar em operação em 2012, com 32 mil m2 de área bruta locável.

Para Kleber Leite, diretor da Bratt Consultoria Organizacional & RH, de Fortaleza, os projetos estruturantes do Pecém vão demandar mão de obra qualificada superior a 120 mil profissionais nos próximos anos, na região que se estende de São Gonçalo do Amarante ao município vizinho de Caucaia. "As empresas estão procurando candidatos para a indústria, construção civil e serviços, em funções como pedreiros, eletricistas, fiscais de obras e engenheiros, além de operadores de máquinas e técnicos em edificações."

Fonte: Valor Econômico / Site NTC
Escrito por Caroline Figueira
Sex, 29 de Julho de 2011 10:48

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